sexta-feira, 19 de agosto de 2011

não posso me esquecer I - trilha musiquinha

me pego zil vezes pensando no que eu não posso me esquecer
e uma das coisas que sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre penso - sempre? sempre.
é: a trilha sonora do mundinho do meu filhote
ao menos a primeira trilha
as mil e uma canções que eu não-posso-me-esquecer-de-ouvir-e-cantar-pro-bebê

nem comento em volta pra não me chamarem de louca - ou pior, pra não virar canja!
a pessoa não tá grávida, precisa de todo um processo para tal (emagrece, escolhe a clínica, exames, escolhe o sêmen, exames, insemina, exames, bate na madeira, faz figa, engravida...) de mais ou menos uma penca de meses e, já fala nisso. ou, pelo menos pensa nisso?! doida, doida. Galinha Choca com vaca louca!

mas penso e pra tornar mais insano e difícil, a trilha não é óbvia
sim, Viníciu de Morais com A Arca de Noé,
sim, Palavra Cantada
sim, Balão Mágico
sim, Toquinho
sim, Pato fu com o CD 'Música de Brinquedo'
sim, Partimpim da Adriana Calcanhoto
sim, Ivete Sangalo com o CD infantil
e todos aqueles Beatles for babies e todo e qualquer for babies
sim

mas o que mais quero mesmo, mesmo, mesmo, mesmo, mesmo são gravações inacreditáveis cóóóó
como
Marcelo Camelo cantando 'Esquadros' da Dona Calcanhoto


uma canção linda(!) que pra mim pode ser a lullaby que faltava, direto da caixinha de memória da década de 80 desta que cacareja, Fame: 'Is it ok if I call you mine' http://www.youtube.com/watch?v=07ZuTwa7_iU&feature=related
eu sou aquela que canta com o YouTube e chora(!) - isso só com os meus hormônios imaginem depois
(...)
And what I'm trying to say isn't really new
It's just the things that happen to me when I'm reminded of you

Like when I hear your name

or see a place that you've been
or see a picture of your grin
or pass a house that you've been in one time or another
it sets off something in me I can't explain
and I can't wait to see you again
Oh babe I love your love

Gil com tantas: 'Woman no cry',

 lá dí Parrí - Carla Bruni
e tem mais - bem mais
depois conto
depois canto
cóo

terça-feira, 16 de agosto de 2011

a surpresa mais comemorada da vez

uma amiga muito amiga de uma vida amiga(!), depois de tentar um tempão e maldizer o útero e os céus rs engravidou!
fiquei em uma felicidade que já não cabia dentro
vi a ultra, reconheci mãozinha, pezinho, tudo!
"80% de chance de ser menino", ela disse
nessa hora eu já não ouvia mais nada(!) só via um nenén na TV, olhava pra barriguinha ainda tímida e me preocupava em lavar a salada do almoço mais do que nunca.
tratei de correr no quarto, abrir a minha gaveta de roupinhas para 'quem chegar' e peguei os tip top mais 'menininhos' do galinheiro (sic)
um choro aqui, um choro ali e a emoção correndo solta
delícia saber que um sonho se realiza aqui tão pertinho
mais uma geração crescendo junto
e a Galinha Choca aqui adora um momento sessão da tarde
piegas, colorido e com trilha sonora
aqui, a trilha é a Arca de Noé. Vinícius na vitrola  rs

quarta-feira, 20 de julho de 2011

baby boom da vizinhança


foto via It Babies com ilustras de Carolina Luz aqui

me dei conta só hoje que, no último ano teve um Baby Boom à minha volta - quase todas as minhas grandes amigas tiveram bebês seu primeiro aninho de idade este ano! (amigas-mães de meninas, em sua esmagadora maioria!)
... e o Baby boom segue - mais e mais bebês chegaram no começo do ano e ainda(!) mais 2 a caminho
babies, babies, babies

terça-feira, 19 de julho de 2011

um coração de sim e de não

Tá.  Agora é pra valer.
Não só o blog mas os planos todos – todos embalados (e embalando!) um só projeto: ser mãe com barriga. “Mãe com barriga?” – Ahan. Bem assim.
Preciso ser coerente afinal com o que acredito (acreditamos) e defendo (defendemos) aqui em casa: mãe mesmo, pra nós é quem cuida, quem ama, quem “amamenta” do que (realmente) precisa uma criança. Para ser mãe não necessariamente precisa parir.
Ao longo do tempo nos demos conta que devemos tentar “engravidar” e seguir também buscando nosso filhote do coração em algum abrigo.
Sim, esse para nós parece mesmo ser o ideal. O ideal para nós – uma família nada tradicional(!) - mas muito careta quando o assunto é AMOR.
Acreditamos MESMO que pra ser AMOR tem que SER INTEIRO. Feito cópia mal traçada do verso do poeta.
Amor de verdade. Com nome e sobrenome. AMOR PRA SEMPRE. Bem assim.
Quando escrevi aí em cima que agora é o “valendo” é porque eu tinha uma missão: emagrecer – pois estou muito acima do peso ideal para engravidar e passar por todo o tratamento de uma inseminação artificial. Exato. Hormônios em altas doses e tudo mais.

Tá essa era a missão que me foi dada há 3 meses atrás. Ainda não consegui nem chegar perto do peso proposto. Na consulta com o clínico esta semana – o maior líder de torcida dessa gravidez!  - já tratou de me dizer: "Bom, se não conseguir chegar ao ideal. Nos preparamos de outra forma. A medicina tá aí pra isso. Sentamos com a gineco, obstetra, toda a turma e vemos o custo benefício de esperar ou engravidar mesmo acima do peso.” – todo esse papo é em função da minha idade, 37.

Não parece ótimo? Antes eu achava que tinha tempo; que bastaria acreditar no que sinto (tenho 32 anos, tenho 32 anos... - como Dorothy tentando voltar para o Kansas rs) e pronto, bastaria. Daí encontrei essa patota que além de me colocar uma missão já trata de me avisar que é “sim ou sopas”.

Como a questão toda da idade é mesmo o lance de aumentarmos as chances de problemas com o bebê ou mesmo a questão da diminuição de chances de dar certo o tratamento e a gravidez "vingar", "valer". 
É, agora o papo é comigo mesmo. Já sem chances de ficar achando que posso dar mais uma 'empurradinha' (talvez  esse papo de 'empurradinha' seja preciso só lá na frente, em caso de rompimento da bolsa - risos).
Então tá; começa agora. Valendo. Lá vamos nós nos enxergar de vez em vias de 'engravidar'.
Os planos são para o final do ano começo do próximo.
Enquanto isso agilizamos também toda questão legal quanto ao cadastramento no cadastro nacional de adoção.
"(...) Clara, Ana e quem mais chegar "

segunda-feira, 18 de abril de 2011

aí do outro lado da cerca

Fora eu, aí do outro lado da cerca, mais alguém acha que essas revistas direcionadas para as mães ainda precisam E MUITO falar MESMO com as mães?
(...)
com aquelas
de primeiríssima viagem
com tempo de ler
sem tempo pra respirar
com mais filhos
que engravidam mais tarde - por opção ou não
jovem demais
mais assustadas
inseguras
seguras demais
naturebas
neuróticas
cheias de teoria
que de fato não conseguem engravidar - mas a decisão mais importante de suas vidas já foi tomada: serão mães de qualquer maneira. Venham os filhos de que forma vierem. Serão mães!
solteiras - por opção ou não
que têm escolhas diferentes das tradicionais - casamentos abertos, produções independentes, gays...

Daí um mega-super-blaster especialista em MKT vai tentar defender a teoria do público-alvo de cada revista. Não me venha com essa(!) estamos falando de uma raça única: 'mães'. Mães que pensam, que se perguntam, que procuram respostas para os seus medos, suas dúvidas...
Será que esses gênios-Pós-Doc-MKT já ouviram falar em "Mãe é mãe só muda o endereço"?! Mães que compram e podem ter acesso a sua revista - esse é o seu público. Não o subestime. 
Não fale de menos, não informe de menos. Se não pode falar tudo ali na página impressa, faça um belo apanhado e quem sabe - seja ainda melhor! - transforme a sua falta de espaço para outros caracteres em fidelidade. Isso! Leve essa mãe e/ou futura mãe para o seu site onde você possa ter um forum com um especialista - patrocinado! por algum dos seus anunciantes de lenços umedecidos(!) (não pense que estou menosprezando, adoro lenços umedecidos! uso mesmo sem bebês e fraldas pela casa!) - e seus leitores; amplie a sua pesquisa e disponibilize em seu site, mantenha links em que essas leitoras possam ampliar suas pesquisas... se envolva! Tenha comprometimento!

A maior parte das revistas de hoje falam em nascimento, crescimento, relação, maternidade... de uma forma oca.
Tenho exemplos com capa e contracapa bem aqui na minha mesinha de cabeceira. 
E penso também nos homens - para os pais que são mães. Homens que optaram por caminhos solo (por um motivo ou por outro, não importa!) e que têm ou vão ter os seus filhos e que ainda(!) têm o complicador social que considera e age como só as mães podem fazer ou lidar com isso ou aquilo!! Ai, ai pobres homens! Tá mais isso é outro grão pra esse papo.  

sábado, 5 de março de 2011

penso, penso, penso

por vezes me pego pensando em como tornar a minha/nossa casa em um lar seguro para crianças
temos sacada,
temos escada,
temos cachorro,
temos estantes baixas
cóooo
temos muito o que fazer!
e além disso...
o quarto de porta decorada com adesivos coloridos e fofinhos indica pra quem tiver olhos de ver e um relativo conhecimento da nossa história que, aquele pedacinho de mundo espera um filhote (ou 2 ou 3!...)
mas também é ali, bem ali, que não sei como resolver questões básicas como:
*dar um fim em tuÚdo o que enfiamos ali dentro (e essa é só a parte mais fácil!);
*imaginar em como disponibilizar 2 berços, uma poltrona e um trocador (e isso só no primeiro ano! Ano? Essa é outra dúvida - talvez, meses);
*2 berços? sim, 2 berços. Estamos falando em probabilidades. Mais do que em hipóteses. Inseminação artificial...sabe como é. Probabilidades. (e uma torcida!)
*um espaço para se pisar (sem sapatos?)
*outro tanto de parede para se decorar, pendurar coisas lindas e fofas. Tudo o de mais lindo e fofo e colorido.
cócócó esse ponto é um dos mais delicados. temos poucas paredes. Sim, com um grande armário de fora a fora e a outra com uma janela. cóoooo temos mesmo poucas paredes. Poucas paredes para tudo o que quero que os filhotes conheçam e tenham por perto.
E tudo isso ainda equilibrando o ninho para que não se torne um quadro do Bosch for kids

Sim, eu confesso. penso nisso quando a insônia bate. Penso mesmo. Em detalhes. Penso nisso meses antes de engravidar. Imagina quando tiver com tudo acontecendo...eu penso nisso (também!).

quarta-feira, 2 de março de 2011

de volta, mais forte

Depois de meses reencontrei o fio da meada.
Por aqui no ninho - ainda meio oco... - passei / passamos por poucas e boas e nesse meio tempo nos fortalecemos quanto ao sonho-vontade-necessidade de termos filhotes na nossa família.

Nos demos conta (emocionalmente) que sobrinhos não são filhos. Por mais que os ame. Não são nossos filhos. É duro. Difícil de engolir na prática. Mas não são e ponto. 
E que muito do que queremos fazer, do que sonhamos fazer, do que nos dispomos a fazer com e por eles têm mais a ver com o que queremos, sonhamos e somos capazes de fazer por aqueles que ainda virão: os nossos filhos!
E digerir isso é complicado em qualquer galinheiro. tsc
Ah é mesmo!