segunda-feira, 18 de abril de 2011

aí do outro lado da cerca

Fora eu, aí do outro lado da cerca, mais alguém acha que essas revistas direcionadas para as mães ainda precisam E MUITO falar MESMO com as mães?
(...)
com aquelas
de primeiríssima viagem
com tempo de ler
sem tempo pra respirar
com mais filhos
que engravidam mais tarde - por opção ou não
jovem demais
mais assustadas
inseguras
seguras demais
naturebas
neuróticas
cheias de teoria
que de fato não conseguem engravidar - mas a decisão mais importante de suas vidas já foi tomada: serão mães de qualquer maneira. Venham os filhos de que forma vierem. Serão mães!
solteiras - por opção ou não
que têm escolhas diferentes das tradicionais - casamentos abertos, produções independentes, gays...

Daí um mega-super-blaster especialista em MKT vai tentar defender a teoria do público-alvo de cada revista. Não me venha com essa(!) estamos falando de uma raça única: 'mães'. Mães que pensam, que se perguntam, que procuram respostas para os seus medos, suas dúvidas...
Será que esses gênios-Pós-Doc-MKT já ouviram falar em "Mãe é mãe só muda o endereço"?! Mães que compram e podem ter acesso a sua revista - esse é o seu público. Não o subestime. 
Não fale de menos, não informe de menos. Se não pode falar tudo ali na página impressa, faça um belo apanhado e quem sabe - seja ainda melhor! - transforme a sua falta de espaço para outros caracteres em fidelidade. Isso! Leve essa mãe e/ou futura mãe para o seu site onde você possa ter um forum com um especialista - patrocinado! por algum dos seus anunciantes de lenços umedecidos(!) (não pense que estou menosprezando, adoro lenços umedecidos! uso mesmo sem bebês e fraldas pela casa!) - e seus leitores; amplie a sua pesquisa e disponibilize em seu site, mantenha links em que essas leitoras possam ampliar suas pesquisas... se envolva! Tenha comprometimento!

A maior parte das revistas de hoje falam em nascimento, crescimento, relação, maternidade... de uma forma oca.
Tenho exemplos com capa e contracapa bem aqui na minha mesinha de cabeceira. 
E penso também nos homens - para os pais que são mães. Homens que optaram por caminhos solo (por um motivo ou por outro, não importa!) e que têm ou vão ter os seus filhos e que ainda(!) têm o complicador social que considera e age como só as mães podem fazer ou lidar com isso ou aquilo!! Ai, ai pobres homens! Tá mais isso é outro grão pra esse papo.  

Nenhum comentário: