coisa louca essa de pensar em criar uma criança
mesmo antes - muito antes! - de ter de fato que pensar nisso, confesso, eu penso! penso como seria se ainda estivesse na minha cidade: mais movimentada, mais violenta, mais complicada
mas a terra da maioria das minhas grandes amigas e de grande parte da família...
com cantinhos que domino, com a praia e os baldinhos coloridos, com o mesmo cenário onde cresci, com as possibilidades de passeio com carrinhos de bebês mais próximas, em uns 50 passos
penso como será aqui em uma cidade menor, mais formatada, mais cara, mais preconceituosa, mais rígida, sem a praia e seus baldinhos coloridos, com um Jardim Botânico quase tão abandonado quanto a Quinta da Boa Vista(!) e mais quente (acredite, o verão úmido é um calor africano perto "da fresca" carioca!)
...
mas aqui têm os grandes parques abertos, com brinquedos de pracinha mantidos em bom estado, calçadas sem camelôs ou carros estacionados
e outras tantas pessoas que me querem tão bem
e uma casa com varanda com vista para o ipê florido
e um cão dourado que não vê a hora de ser apertado por uma criança
e mais o amor - aquele maior que tudo! (essa é a resposta)
...
e quando os filhotes crescerem? provavelmente vão me / nos xingar por não termos mudado de cidade.
de longe a grama sempre parece mais verde... mas isso eu penso na insônia de amanhã!
2 am.
agora, aqui, dorme a cidade
enquanto na minha terra, a noite está só começando
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
o que eu não entendo nesse mundo
não entendo uma penca de coisas desse mundo
em um mundo que 2 + 2 são 4 e pronto, por que não é tão simples como isso, se adotar uma criança? alguém que deseja muito ter um filho encontra um filho que deseja muito ter uma mãe
uma família que tenha condições econômicas e psicológicas de ficar com ele - o que para uma criança isso se traduz em: amor.
então por que não é mais simples?
...o que mais se ouve e se lê
além dos anos que muitas pessoas passam à espera do seu filho adotivo, que nunca chega, cada vez se tem um maior número de crianças nos abrigos
a fila sempre me soa como aquela plaquinha na vitrine: "enquanto durarem nossos estoques".
acho que a adoção precisa vir pela paixão. o olho no olho e pronto: um amor que não se explica, toma conta!
ainda essa semana ouvi de uma advogada atuante no tema: "são os nossos filhos. de todos nós. estão lá abandonados, são milhares perdendo a infância nos abrigos por todo o país."
minha leitura de cabeceira segue monotemática e cada vez, entendo menos.
em um mundo que 2 + 2 são 4 e pronto, por que não é tão simples como isso, se adotar uma criança? alguém que deseja muito ter um filho encontra um filho que deseja muito ter uma mãe
uma família que tenha condições econômicas e psicológicas de ficar com ele - o que para uma criança isso se traduz em: amor.
então por que não é mais simples?
...o que mais se ouve e se lê
além dos anos que muitas pessoas passam à espera do seu filho adotivo, que nunca chega, cada vez se tem um maior número de crianças nos abrigos
a fila sempre me soa como aquela plaquinha na vitrine: "enquanto durarem nossos estoques".
acho que a adoção precisa vir pela paixão. o olho no olho e pronto: um amor que não se explica, toma conta!
ainda essa semana ouvi de uma advogada atuante no tema: "são os nossos filhos. de todos nós. estão lá abandonados, são milhares perdendo a infância nos abrigos por todo o país."
minha leitura de cabeceira segue monotemática e cada vez, entendo menos.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
chocando
cresci com a absolutíssima certeza de que seria mãe
poderia me formar em 'tanto faz', trabalhar no que desse na telha!
ir e voltar, amar, desamar, casar, não casar... tudo mais era incerto. de verdade, pra valer, só o papo de ser mãe. fosse quando e como fosse.
ao longo do tempo levei para esse sonho-certo muitos personagens comigo: mãe, pai, avó, prima, tias, amigas - todas! -, amor antigo, ex-marido...
mas só depois de casar e descasar
amar, desamar e voltar a amar(!) é que me dei conta que o tempo passa mais rápido do que os planos
- e que muito tempo de forno sola o sonho.
agora, aos trinta e muitos(!)- ainda com uma penca de projetos 'outros' por fazer - começo a correr atrás do tempo para acompanhar o sonho. e mais(!) começo a tratar de me aprumar em tudo e preparar o ninho.
vôos solo: adoção, inseminação...uma espera cheia de perguntas e frio na barriga.
poderia me formar em 'tanto faz', trabalhar no que desse na telha!
ir e voltar, amar, desamar, casar, não casar... tudo mais era incerto. de verdade, pra valer, só o papo de ser mãe. fosse quando e como fosse.
ao longo do tempo levei para esse sonho-certo muitos personagens comigo: mãe, pai, avó, prima, tias, amigas - todas! -, amor antigo, ex-marido...
mas só depois de casar e descasar
amar, desamar e voltar a amar(!) é que me dei conta que o tempo passa mais rápido do que os planos
- e que muito tempo de forno sola o sonho.
agora, aos trinta e muitos(!)- ainda com uma penca de projetos 'outros' por fazer - começo a correr atrás do tempo para acompanhar o sonho. e mais(!) começo a tratar de me aprumar em tudo e preparar o ninho.
vôos solo: adoção, inseminação...uma espera cheia de perguntas e frio na barriga.
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